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Formação de Professores em Pedagogia da Alternância
27 August 2018

Cada CEFFA ( C.M CEFFA Rei Alberto I, C.M CEFFA Flores de Nova Friburgo, CEFFA CEA Rei Alberto I ) fez sua pesquisa sobre a História do CEFFA onde trabalha( o que motivou e como foi a criação do CEFFA; quando começou a funcionar; nº de egressos, tipo de alternância...).


 C. M CEFFA REI ALBERTO I  

      Em 1956, em visita a Nova Friburgo, o então Cônsul da Bélgica, no Rio de Janeiro, Embaixador Dr. Victor Bernhard, conhece a região rural do 3º Distrito, e através do Mercado do Produtor, verifica uma grande produção hortigranjeira. Ficou surpreso de não haver, para os jovens produtores rurais, nenhum suporte de formação profissional e de faltar, na região, organizações sociais, capazes de trabalhar pelo desenvolvimento rural. O Exmo. Senhor Cônsul, elaborou de próprio punho, um relatório a respeito, que enviou ao Ministério da Cooperação Belga

     Em decorrência desse relatório, a prefeitura ade Nova Friburgo, foi contada pelo Serviço Internacional de Cooperação aos projetos de Desenvolvimento (DISOP) - Instituição Belga não governamental, subsidiada pelo Governo Belga e pela Comunidade Europeia, que sugeriu a criação, em Nova Friburgo, de uma “Casa Familiar Rural”.

     Incentivados pelo prefeito Municipal de Nova Friburgo, um grupo se formou para a criação de uma ONG, o IBELGA – Instituto Bélgica- Nova Friburgo, fundado em 17 de julho d 1990, com finalidade de captar recursos externos e investir na criação de uma EFA, apoiar com assessoria pedagógica e administrativa as associações ou entidades que desejassem implementar uma EFA em sua comunidade ou município, dentro do Estado Do Rio de Janeiro.

     A Fazenda Escola Rei Alberto I, começou a funcionar em 01 de março de 1994, atendendo inicialmente alunos do Ensino Fundamental com 34. A escola tinha apenas na época 07 professores. Do ano de 1996 a 2017 temos o total de 677 egressos na Instituição.

     A pedagogia da Alternância utiliza períodos combinados de participação dos jovens na família, em vivências profissionais e na escola isso acontece semanalmente; reflexão sobre o meio rural; participação efetiva nas atividades, na escola, na família e na comunidade; socialização; partilha de experiências que são com a família e a comunidade peças chaves no trabalho da alternância.

     Atualmente, atendemos 03 municípios sendo: Nova Friburgo; Sumidouro e Teresópolis e 17 comunidades sendo: São Lourenço, Baixada de Salinas, Centenário, Santa Cruz, Jaborandi, Três Picos, Salinas, Barracão dos Mendes, Rio Grande, Serra Nova, Serra Velha, Florândia da Serra, Conquista, Campo do Coelho, Alto dos Vieiras e Sítio.

    O Colégio Municipal CEFFA Rei Alberto I é uma instituição de Ensino Público, funcionando a partir de uma gestão compartilhada, através de convênio entre a Prefeitura Municipal de Nova Friburgo, o Instituto Bélgica – Nova Friburgo (IBELGA) e a Associação de Pais. Seu funcionamento se dá em função da Pedagogia da Alternância, adaptado à realidade das famílias rurais.

 

C.M CEFFA FLORES DE NOVA FRIBURGO

A motivação da criação de um CEFFA no Estado do Rio de Janeiro se deu através da disponibilização de recursos financeiros pelo governo Belga. A princípio o município indicado para a criação da unidade foi Sumidouro. Contudo, a prefeitura desta localidade não atendia as exigências previstas para tal criação. Devido à necessidade de uma escola com perfil agrícola para a região de Vargem Alta, o Sr. Roque Barroso doou o terreno onde foi construído o atual prédio do Colégio Municipal CEFFA Flores.

A escola foi fundada em março de 2002. Inicialmente com duas turmas, as antigas 5ª e 6ª séries, atualmente 6º e 7º anos.  Na turma da 5ª série havia 26 alunos e a 6ª série tinha 16 alunos, totalizando 40 matriculados e 5 professores atuando na escola. Número de egressos concluintes:  o Total de egressos concluintes de 2004 até 2017 são:  181 alunos.

O processo de alternância até 2013 foi realizado semanalmente. A partir deste ano, a alternância é realizada juntamente com os instrumentos da pedagogia, ou seja, bimestralmente.

Número de comunidades e municípios atendidos (atualmente): O número de comunidades atendidas são 5, duas de Bom Jardim; Venda Azul e Ribeirão do Capitão; três em Nova Friburgo; Colonial 61, Vargem Alta e Toledo.

Atualmente os parceiros financeiros são o Estado do Rio de Janeiro, o instituto IBELGA e a Prefeitura Municipal de Nova Friburgo.

CEFFA CEA REI ALBERTO I

Localizado no município serrano de Nova Friburgo[1], o CEFFA CEA atende majoritariamente estudantes filhas e filhos de agricultores e agricultoras familiares de sua localidade, qual seja, o bairro Campo do Coelho, situado na região sudoeste do município, em seu 3º distrito. Porém, esta unidade escolar chega a receber também cursistas de distantes localidades dentro do mesmo município, ou mesmo de outros municípios como Sumidouro e Teresópolis. Em termos de influência sobre bacias e microbacias hidrográficas do estado do Rio de Janeiro, o CEFFA CEA, por intermédio de sua proposta político pedagógica de formação técnico profissionalizante, notadamente por efeito principalmente dos “Planos de Estudos” (PE) e do “Projeto Profissional do Jovem” (PPJ) da PA, chega a influenciar, atualmente, atividades de pesquisas, produtivas, profissionais e pedagógicas de jovens em três regiões hidrográficas distintas, somando-se à sua Região Hidrográfica de origem (RH VII – Rio Dois Rios) as Regiões Hidrográficas IV (Piabanha – Teresópolis e Sumidouro) e VIII (Macaé e das Ostras – Mury-Lumiar) do Estado do Rio de Janeiro.

Embora os três municípios (Nova Friburgo, Teresópolis e Sumidouro), somados a Petrópolis, sejam os principais responsáveis por parte significativa da produção agrícola que supre as necessidades da metrópole fluminense e das próprias cidades, é Nova Friburgo quem exercerá centralidade destacada, sendo o principal polo de produção hortícola do estado do Rio de Janeiro, contando ainda com um histórico de principal produtora nacional de couve-flor

 

(600t/ano em 15ha) e maior produtora estadual de olerícolas (1.800t/ano em 35ha) em sua história recente. (MOREIRA, 2006; GRISEL, 2015; RIBEIRO, 2016)

            Como apresentam Grisel e Assis (GRISEL, 2015), as hortaliças cultivadas neste município chegam a representar cerca de 99% da quantidade de ervilha, 99% de beterraba, 99% de nabo, 96% de couve-flor, 96% de brócolos, 88% de batata inglesa, 79% de cenoura, 77% de feijão-de-vagem, 66% de salsa, 63% de repolho e 28% de tomates produzidos no Estado do Rio de Janeiro. (GRISEL, 2015).

Juntamente com Paty do Alferes, Bom jardim, Santo Antônio de Pádua, Sumidouro e Teresópolis, o município de Nova Friburgo compõe, na Região Sudeste, a maior produção nacional de tomate para mesa e indústria, contribuindo para colocar historicamente o Brasil na posição destacada entre os dez maiores produtores de tomate no mundo (PERES et al, 2007).

Segundo os dados disponíveis nos estudos analisados, o município passou de aproximadamente 1.662 estabelecimentos agrícolas com área média de 16ha com base nos dados do IBGE publicados em 2006 para 1.607 propriedades rurais com área média de 13ha registrados por Lópes Neto (2013), possuindo 2.675 produtores rurais, de modo que, no último levantamento do senso agropecuário brasileiro, foi identificado como um dos mais importantes municípios produtores de hortaliças do Brasil (IBGE, 2006; LÓPES NETO, 2013; GRISEL, 2015; LIMA, 2016).

            Todavia, a relação entre a produção olerícola e o consumo de agrotóxicos merece particular destaque, principalmente pela relação deste setor agrícola com a agricultura familiar desempenhada por pequenos e médios produtores rurais camponeses, e o aumento de produtividade verificado pela olericultura nacional neste processo de naturalização da incorporação de agroquímicos nos sistemas produtivos. Mesmo voltada prioritariamente para o mercado interno, a produção olerícola vem batendo recordes de safras ano após ano, registrando um crescimento da ordem de 95% entre 1980 e 2000 (PERES e MOREIRA, 2007).

            Como perfil predominante da população da região abordada, no que tange os diferentes tipos de vínculos com a terra, Peres et al (2005), Peres et al (2007), Pedlowski et al (2009) e Grisel e Assis (2015) convergem quanto as características gerais enquanto produtores de policulturas ininterruptas ao longo do ano, em pequenas e médias propriedades, com envolvimento frequente de toda a família no processo produtivo, baixa mecanização das diversas etapas do processo produtivo e a “multiexposição a uma série de contaminantes ambientais – agrotóxicos principalmente – no desenvolvimento das atividades de trabalho” (PERES et al, 2007, p. 613).

Tais características, como lembra Peres et al (2001), ligadas ao tamanho das propriedades, à policultura e ao ingresso majoritário de força de trabalho familiar, não raro como estratégia para subsistência, são típicas de comunidades camponesas, fruto da complexa ocupação e permanência europeia dos núcleos familiares na região serrana como um todo, e mais especificamente no sudoeste do município de Nova Friburgo (PERES et al, 2001; GRISEL, 2015).

 

Relembrando brevemente a história dessa complexa ocupação da região serrana fluminense, como as primeiras fazendas em geral não conseguiam utilizar a totalidade das grandes extensões de terras cedidas, a floresta ocupava a maior parte das propriedades. Criam-se assim condições onde a relação de meação como processo de remuneração da mão de obra surge como possibilidade lucrativa para os fazendeiros e estratégia alternativa, mesmo que precária, de sobrevivência de colonos imigrantes. Frustram-se, desse modo, estes útlimos com as promessas da política de colonização de D. João VI, a qual seguia um ideal “civilizador” próprio das relações coloniais da época, instando-se, nesse sentido, a vinda de camponeses (agricultores familiares livres) e uma diversidade de técnicos e artesãos que deveriam difundir seus saberes e sua cultura nesse território para a construção de uma nação (“branca”) subserviente aos interesses e a cultura da Europa. Destes, 75% tinham experiência agrícola (CARNEIRO, 2009; GRISEL, 2015).

 Consolida-se, desse modo, as relações onde as famílias recebiam 50% do lucro líquido das glebas que trabalhavam, estabelecendo o surgimento dos primeiros colonos meeiros de Nova Friburgo (GRISEL, 2015). Antes do fim da escravidão em 1888, a estrutura da mão de obra das fazendas começa a modificar-se, dando início a priorização, por parte dos incentivos do governo e dos interesses por força de trabalho dos fazendeiros agroexportadores, pelas famílias de descendentes de colonos imigrantes ao invés da mão de obra escrava. Como a sobrevivência destes colonos estava atrelada à concorrência com esta mão de obra escrava, a produção de alimentos para subsistência e autoconsumo se transformou em estratégia fundamental para perseverar, assim como a venda eventual da força de trabalho para as grandes fazendas da região, já que poucos colonos conseguiam gerar excedente para venda. De todo modo, a relação que predominou em quase todas as fazendas da região a partir, também, da Lei de Terras de 1850, a qual impedia a concessão de terras gratuitas à colonos, foi a meação ou parceria[2] (CARNEIRO, 2009; GRISEL, 2015).

Passando pela ocupação originária indígena, depois por um lento processo de colonização do interior e de superação de sua topografia acidentada, simultaneamente com a ocupação das regiões mais quentes, baixas e de acesso mais fácil pelo complexo cafeeiro escravagista, chegando até a concorrência de mão de obra entre escravos e colonos, conseguimos identificar os fatores que convergem para que os elementos mais frágeis dessa conjuntura desenvolvessem estratégias semelhantes, não só entre si, mas comuns sobretudo à identidades camponesas que transcendem regionalidades, culturas, nacionalidades e temporalidades.

   O Centro Familiar de Formação por Alternância (CEFFA) Rei Alberto foi inaugurado no mês de março de 1994, sendo a primeira experiência deste gênero no Estado do Rio de Janeiro. Inicialmente este CEFFA tinha duas turmas de Ensino Fundamental e cerca de 44 alunos[3].

            O CEFFA está situado em uma área de 250 mil m2, na localidade de Baixada de Salinas, no Distrito de Campo do Coelho, município de Nova Friburgo.

            A criação do CEFFA, então Escola Família Agrícola (EFA), não se estabeleceu com a consolidação de uma associação de pais como na maioria das EFAS do Brasil e do mundo. Tudo começou em 1986 com a visita do Cônsul da Bélgica, Victor Bernard, no Rio de Janeiro, à região de Campo do Coelho e suas comunidades, que ao ser informado da grande produção agrícola da região, questionou a não existência de uma escola adaptada a realidade rural para a formação dos filhos dos produtores. Deixando a sugestão para a criação das EFA´s (CEFFA´s)[4].

  Motivados pelo prefeito na época, Heródoto Bento de Mello, um grupo se formou para a criação do IBELGA – Instituto Bélgica – Nova Friburgo, para que pudesse captar recursos externos e investir na criação de uma EFA. Vale ressaltar que estas pessoas que passaram a compor este grupo não eram os produtores, mas sim pessoas da cidade que se dispuseram voluntariamente para começar o trabalho de criação do CEFFA. Através de convênio com a prefeitura do município foi possível conseguir o terreno onde hoje está construído o prédio do CEFFA CEA Rei Alberto I.

            Da SIMFR[5], vieram os subsídios financeiros para a Construção dos prédios. E em finais de 1993 uma equipe de professores já buscava no MEPES, no Espírito Santo, orientação e formação para iniciar os trabalhos escolares. Neste mesmo período a equipe já trabalhava fazendo todo um trabalho de base explicando à população o que era um CEFFA, como era seu funcionamento e as vantagens em se desenvolver este projeto na região.[6]

            O início das aulas em março de 1994 marcou a formalização de convênios do IBELGA com as secretarias municipal e estadual de educação, que oferecem recursos humanos (professores e funcionários de apoio), fornecem merenda escolar e recursos de manutenção.

Em 1998 teve início a primeira turma do curso de Ensino Médio concomitante com a Educação Profissional – Curso Técnico em Agropecuária. Desta turma, formaram-se: 11 Técnicos em Agropecuária no ano 2000;  8 em 2001; 24 em 2002; 17 em 2003; 20 em 2004; 21 em 2005; 8 em 2006; 22 em 2007; 24 em 2008; 22 em 2009; 27 em 2010; 8 em 2011; 7 em 2012; 13 em 2014; 13 em 2014; 19 em 2015; 22 em 2016; e 11 em 2017.

Já o Curso Técnico em Administração tem início no ano de 2010, formando 14 Técnicos em Administração em 2012; 12 em 2013; 16 em 2014; 24 em 2015; 17 em 2016; e 25 em 2017.

 

 

 

 

Por força de questões burocráticas o CEFFA Rei Alberto I está dividido em duas instituições de Ensino e uma ONG: a Fazenda Escola Rei Alberto I, conveniada a Secretaria Municipal de Nova Friburgo, o Colégio Estadual Agrícola Rei Alberto I, conveniado à Secretaria de Estado de Educação do Rio de Janeiro (SEEDUC/RJ), e a ONG IBELGA. Esta divisão se estabeleceu em virtude da necessidade de se atender às questões burocráticas dos diferentes órgãos públicos que são parceiros ou conveniados aos CEFFAs.

Na prática, o CEFFA é uma só instituição, que busca juntar os dois diretores, um de cada segmento, e mais o IBELGA,  trabalhando em conjunto e se organizando através de um conselho ampliado com representantes das três instituições. Cozinha, salão de eventos e espaço externo são compartilhados entre os alunos e os funcionários das duas unidades escolares, irmanadas através do convênio em comum com o IBELGA.

A divisão burocrática se deu em virtude da necessidade de se fazer um convênio mais sólido com o governo do estado, através da SEEDUC/RJ, gerando assim a estadualização do Ensino Médio. Por outro lado, o convênio reconhece o projeto político pedagógico em funcionamento, a pedagogia da alternância e a associação de pais na sua função gestora junto com a direção da escola.

Atuam em conjunto no espaço escolar as Associações de Pais, o IBELGA e as direções dos CEFFAs. O CEFFA CEA possui ainda um grêmio estudantil, e representantes de turma que ocupam também o Conselho Escolar do Colégio Estadual.

O espaço externo da escola é administrado por uma equipe do IBELGA juntamente com funcionários dos CEFFAs Estadual e Municipal. No âmbito do Colégio Estadual Agrícola, são desenvolvidos projetos de caprinocultura, vermicompostagem e compostagem, Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANC), plantas medicinais, cultivo circular orgânico e agroecológico, Sistema AgroFlorestal (SAF), galinheiro, cultivos convencionais, administração de propriedades rurais, produções familiares, produtos regionais e um lago com peixes. Algumas destas atividades garantem a complementação de uma alimentação de qualidade, produzida pelos próprios alunos e professores em atividades técnico-pedagógicas.

O tipo de alternância praticado no CEFFA CEA é o integrativa real ou copulativa, onde a formação do currículo comum é integrado às formações técnicas dos cursos e as demandas da Pedagogia da Alternância.

Hoje, trabalhamos com as comunidades de São Lourenço, Salinas, Baixada de Salinas, Alto de Salinas, Santa Cruz, Barracão dos Mendes, Fazenda Rio Grande, Fazenda Campestre, Centenário, Conquista, Florândia da Serra, Três Cachoeiras, Granja de Salinas, Fazenda São Lourenço, Alto dos Três Picos, Jaborandi, Vale dos Pinheiros, Pilões, Mariana, Campinas, Soledade, Alto Vieira.

Como parceiros financeiros temos a SEEDUC/RJ, o Governo Federal através do Programa Ensino Médio Inovador (PROEMI) e o IBELGA.

 

 


[1]O CEFFA CEA está situado a 1.065m de altitude acima do nível do mar, com predominância de Clima Tropical de Altitude, no cinturão central remanescente de Mata Atlântica do estado do Rio de Janeiro, localizando-se na base do imponente conjunto de montanhas graníticas conhecidas internacionalmente como Três Picos de Salinas ou Três Picos de Nova Friburgo (2.366m), ponto culminante da Serra do Mar. Situado em uma das baixadas do vale formado entre este, o Pico da Caledônia (2.257m) e o encontro entre a serra da microbracia do córrego São Lourenço e a Serra do Mar, o CEFFA CEA localiza-se na área de amortecimento do Parque Estadual dos Três Picos (PETP), Unidade de Conservação (UC) inserida no Sistema Nacional de Unidades de Conversação (SNUC) que abrange porções dos municípios de Cachoeiras de Macacu, Guapimirim, Nova Friburgo, Silva Jardim e Teresópolis. O PETP é o maior parque estadual do Rio de Janeiro, formando ainda um extenso contínuo florestal com o Parque Nacional da Serra dos Órgãos (PARNASO), constituindo-se dessa maneira em parte significativa do Mosaico da Mata Atlântica Central Fluminense. Nesta região, em termos hidrológicos, encontra-se ainda a nascente do Rio Grande, um dos principais rios da Região Hidrográfica VII Rio Dois Rios.

[2] Como principais tipos de vínculos com a terra identificados na região teremos o usufruto, o arrendamento (arrendatário), a meação (meeiro), os parentes de proprietários, os proprietários, e ainda aqueles que são proprietários e meeiros. “Colonos” e “parceiros” são categorias identificadas por Carneiro, localmente utilizadas nas áreas vizinhas de Lumiar e São Pedro da Serra, locais que possuem relevância destacada para a formação do município de Nova Friburgo. Segundo a autora, “Colono” é “aquele que trabalha e mora na terra do proprietário estabelecendo como pagamento pelo uso da terra a meação (também “meeiro”), ao passo que “parceiro” reside normalmente em casa própria (em terra da família), mas trabalha na terra de outro pagando pelo acesso à terra um terço de sua produção”. Como marcos relevantes sobre os dois distritos referidos, cabe mencionar que a Capela de São Pedro é o mais antigo templo católico do município, tendo sua inauguração realizada em 22 de janeiro de 1865; e Lumiar foi o primeiro distrito criado no município, em 1889. Fontes: (PEDLOWSKI, 2009, p. 18; CARNEIRO, 2009, p. 153) e http://www.saopedrodaserra.tur.br/informacoesgerais.html  Acesso em: 02 nov. 2017.  

[3]  Fonte: Jornal Panorama, de 04 de março de 1994. (FROSSARD, 2003)

[4] Fonte: Jornal Panorama, de 22 de agosto de 1995. (FROSSARD, 2003)

[5] Sigla francesa, que em português pode ser traduzida por: Solidariedade Internacional dos Movimentos

Familiares de Formação Rural. (FROSSARD, 2003)

[6] Na verdade, o primeiro passo na formação de um CEFFA é o trabalho de base, depois é que se iniciam os demais procedimentos com o máximo envolvimento das famílias, para que estas se sintam responsáveis desde o início pelo funcionamento da EFA. (FROSSARD, 2003)